terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A águia ensina a ampliar a percepção sobre nós mesmos, além dos horizontes visíveis





As Bald Eagle (águia pescadora e marítima) tem associação simbólica com a água e o peixe, que são símbolos de aspectos psíquicos da vida e de energias criativas, o que desperta a necessidade para aprender a caminhar entre esses dois mundos. A água é a criativa fonte da vida e viver perto dessas estruturas naturais, pode ser importante para a sua saúde. Nos tótens (representação da águia) são observados o despertar do envolvimento com a criatividade, a experiência nos extremos com controle da situação, disposição para sacrificar-se e assim purificar-se, buscar fora os verdadeiros aspectos emocionais de sí mesmo. Assim são despertados um alto senso de pureza, paixão, criatividade, cura e espiritualidade.
Aos que tem o tótem da águia, novas visões se abrem, seja passado, presente ou futuro!

A Águia Sagrada

"... Quando a águia envelhece, suas asas se tornam pesadas e sua vista perde a agudeza; mas, em vez de sucumbir à velhice, ela procura uma fonte de água, depois voa na direção do Sol, para consumir suas asas e queimar a inflamação de seus olhos sob seus raios ardentes, que só ela é capaz de ousar fixar. Em seguida, retorna à fonte de água e banha-se três vezes nela; logo suas asas reencontram a força e o vigor de sua juventude, seus olhos clareiam e ela volta a ser tão jovem e vigorosa quanto antes. Isto reflete misticamente a alquimia da ressurreição. O fogo do Sol e as águas claras são elementos opostos trazendo mudanças harmônicas".
A Águia é o símbolo solar, da consciência desperta, pai do Xamã que é filho de uma bela mulher, a Liberdade. Ela nos dá a visão de cima das situações; ensina que devemos ter em mente o que desejamos, e ir sem hesitação ao ponto de chegada, não importando a velocidade, mas sim a determinação em alcançar nossa meta e, como consequência, devemos abrir mão do que perdemos para obter este resultado.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Cortiços

Si o senhor não tá lembrado
Dá licença de contá
Que aqui onde agora está
Esse edifício arto
Era uma casa véia
Um palacete assobradado
Foi aqui seu moço
Que eu, Mato Grosso e o Joca
Construímos nossa maloca...      Saudosa Maloca, Adoniran Barbosa

Adoniran Barbosa morou em diversos bairros da cidade de São Paulo, a maioria na região central. Viveu boa parte da vida em pensões, cortiços e malocas no Bixiga, nome popular que é conhecido o bairro da Bela Vista. A efervescência da vida nessas moradias coletivas era apreciada pelo artista. Toda a dificuldade enfrentada pelo dia a dia, todas as confusões, todas as intimidades, os amores, brincadeiras e até uma certa solidariedade eram cuidadosamente observadas. Foto Fabio Knoll

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Sete Povos das Missões: Ângelo Custódio, Miguel Arcanjo, Lourenço Mártir, Nicolau, João Batista, Francisco Borja, Luiz Gonzaga

Pelo Tratado de Tordesilhas, em 1494 era estabelecida a divisão do território sul-americano entre Portugal e Espanha. Toda a região de atuação da Província Jesuítica do Paraguai, criada a partir de 1607, atualmente Paraguai, Argentina, Uruguai e parte do Brasil, pertencia à coroa espanhola. Nesta área foram organizados pelos jesuítas, trinta povos, denominados Reduções, que por 150 anos abrigaram mais de 100 mil índios Guarani numa sociedade altamente desenvolvida. Uma experiência única no mundo, reconhecida por Voltaire e Montesquieau como a realização da utopia do Cristianismo: A Terra sem Males.